\\ JORNAL DA MANHÃ \ Rural

Clima colabora e preço prejudica milho no RS

Publicada em 23/01/2017.

 

Em fase de formação de grão, a cultura do milho na região Noroeste tem se beneficiado do clima seco, alternado com período de chuva deste mês de janeiro. A análise é do presidente da Associação dos Produtores de Milho do Estado (Aprosoja-RS), Cláudio de Jesus. Segundo ele, algumas lavouras já possuem, inclusive, condições de ser colhida, devido ao plantio antecipado feito por alguns produtores.
Mesmo o período de estiagem registrado no Rio Grande do Sul entre o fim de dezembro e início de janeiro não chegou a causar grandes prejuízos, aponta Cláudio de Jesus. "Alguns municípios gaúchos que produzem milho tiveram diminuição de produção, a partir da falta de umidade provocada pelo tempo seco. Mas foram problemas pontuais, de uma maneira geral teremos ainda um pequeno incremento na produtividade em comparação com o ano passado", avalia. 
Sobre o índice de produtividade, no último levantamento de safra, divulgado em dezembro, a Emater projetou a colheita de 4,4 milhões de toneladas no Estado, com produtividade estimada em 5,6 mil quilos por hectare (o equivalente a cerca de 93 sacas). Esses números, contudo, deverão ser revisados.
O destaque é para os números projetados para as lavouras irrigadas, onde a média de produtividade esperada fica entre 150 a 250 sacas de milho por hectare.
Apesar das perspectivas positivas no campo, as notícias são negativas no mercado do milho. Os preços estão muito abaixo dos valores praticados no ano passado, quando os produtores experimentaram uma forte disparada do preço em função da menor oferta do produto. Em plena colheita do ano passado, a saca chegou a estar cotada em R$ 35, realidade bem diferente deste ano.
"Hoje o preço gira em torno de R$ 26 a R$ 28. Para ser bem sincero, esse valor não estimula o produtor a plantar milho", resumiu Cláudio de Jesus.
Para resolver o velho problema de preços instáveis, o presidente da Aprosoja-RS defende a criação de dispositivos de política agrícola, como preço mínimo, estímulo de exportações e proteção ao produto nacional. "O problema é que nem mesmo os dispositivos que já existem não são respeitados. A agricultura, apesar de sua importância, ainda não é uma prioridade no Brasil".

Em fase de formação de grão, a cultura do milho na região Noroeste tem se beneficiado do clima seco, alternado com período de chuva deste mês de janeiro. A análise é do presidente da Associação dos Produtores de Milho do Estado (Aprosoja-RS), Cláudio de Jesus. Segundo ele, algumas lavouras já possuem, inclusive, condições de ser colhida, devido ao plantio antecipado feito por alguns produtores.

Mesmo o período de estiagem registrado no Rio Grande do Sul entre o fim de dezembro e início de janeiro não chegou a causar grandes prejuízos, aponta Cláudio de Jesus. "Alguns municípios gaúchos que produzem milho tiveram diminuição de produção, a partir da falta de umidade provocada pelo tempo seco. Mas foram problemas pontuais, de uma maneira geral teremos ainda um pequeno incremento na produtividade em comparação com o ano passado", avalia. 

Sobre o índice de produtividade, no último levantamento de safra, divulgado em dezembro, a Emater projetou a colheita de 4,4 milhões de toneladas no Estado, com produtividade estimada em 5,6 mil quilos por hectare (o equivalente a cerca de 93 sacas). Esses números, contudo, deverão ser revisados.

O destaque é para os números projetados para as lavouras irrigadas, onde a média de produtividade esperada fica entre 150 a 250 sacas de milho por hectare.

Apesar das perspectivas positivas no campo, as notícias são negativas no mercado do milho. Os preços estão muito abaixo dos valores praticados no ano passado, quando os produtores experimentaram uma forte disparada do preço em função da menor oferta do produto. Em plena colheita do ano passado, a saca chegou a estar cotada em R$ 35, realidade bem diferente deste ano.

"Hoje o preço gira em torno de R$ 26 a R$ 28. Para ser bem sincero, esse valor não estimula o produtor a plantar milho", resumiu Cláudio de Jesus.

Para resolver o velho problema de preços instáveis, o presidente da Aprosoja-RS defende a criação de dispositivos de política agrícola, como preço mínimo, estímulo de exportações e proteção ao produto nacional. "O problema é que nem mesmo os dispositivos que já existem não são respeitados. A agricultura, apesar de sua importância, ainda não é uma prioridade no Brasil".