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MEDIDAS IMPORTANTES

Publicada em 10/01/2017.

 

A visita do presidente Michel Temer ao Estado, realizada ontem, acontece em meio a um momento de crises generalizadas nas diversas áreas da esfera pública. Na última semana, foi o sistema carcerário que expôs uma série de problemas, já velhos conhecidos, como superpopulação e insegurança. O cenário piora quando a ordem da rebelião que resultou no massacre de 56 detentos no Complexo Anísio Jobim, em Manaus, na semana passada, foi dada a mais de 2 mil quilômetros de distância, no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).
Temer anunciou, em solo gaúcho, a construção do primeiro presídio federal do Estado, um dos cinco presídios federais, previstos no Plano Nacional de Segurança Pública anunciado na semana passada. Além disso, Temer visitou regiões alagadas pela chuva no RS, mostrando preocupação com os municípios.
Mas, a primeira visita de Temer, como presidente, teve intuito de entregar ambulâncias para o Samu no RS. Ou seja, fortalecer os sistemas de Saúde, mesmo em meio a uma crise.
A falta de dinheiro nos cofres públicos já deixou de ser notícia, para se tornar uma rotina. No entanto, é preciso atenção, porque muitas vezes a realidade pode ser utilizada como justificativa para a não resolutividade de problemas pontuais e pequenos, mas que podem acarretar problemas maiores, como a simples limpeza de um terreno, quando não feita, atrai animais peçonhentos e pode servir de criadouro para o mosquito da Dengue, problema sério de saúde pública.
Ao anunciar o presídio, Temer ponderou que não se trata de uma notícia agradável aos ouvidos da população, mas que a realidade social exige medidas desta natureza. Além disso, o presidente afirmou que exigirá dos Estados o cumprimento da Constituição. Cada preso recolhido ao sistema de acordo com o tamanho do delito cometido. Inclusive, a separação de detentos por crime faz parte do Plano anunciado na última semana, e que está a caminho do Congresso. 
É sempre melhor o anúncio de hospitais e escolas, mas a segurança também precisa de atenção e ser levada a sério. A expectativa é de que o Plano não fique apenas no papel, mas que a política pública voltada ao sistema carcerário do País avance.

A visita do presidente Michel Temer ao Estado, realizada ontem, acontece em meio a um momento de crises generalizadas nas diversas áreas da esfera pública. Na última semana, foi o sistema carcerário que expôs uma série de problemas, já velhos conhecidos, como superpopulação e insegurança. O cenário piora quando a ordem da rebelião que resultou no massacre de 56 detentos no Complexo Anísio Jobim, em Manaus, na semana passada, foi dada a mais de 2 mil quilômetros de distância, no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).

Temer anunciou, em solo gaúcho, a construção do primeiro presídio federal do Estado, um dos cinco presídios federais, previstos no Plano Nacional de Segurança Pública anunciado na semana passada. Além disso, Temer visitou regiões alagadas pela chuva no RS, mostrando preocupação com os municípios.

Mas, a primeira visita de Temer, como presidente, teve intuito de entregar ambulâncias para o Samu no RS. Ou seja, fortalecer os sistemas de Saúde, mesmo em meio a uma crise.

A falta de dinheiro nos cofres públicos já deixou de ser notícia, para se tornar uma rotina. No entanto, é preciso atenção, porque muitas vezes a realidade pode ser utilizada como justificativa para a não resolutividade de problemas pontuais e pequenos, mas que podem acarretar problemas maiores, como a simples limpeza de um terreno, quando não feita, atrai animais peçonhentos e pode servir de criadouro para o mosquito da Dengue, problema sério de saúde pública.

Ao anunciar o presídio, Temer ponderou que não se trata de uma notícia agradável aos ouvidos da população, mas que a realidade social exige medidas desta natureza. Além disso, o presidente afirmou que exigirá dos Estados o cumprimento da Constituição. Cada preso recolhido ao sistema de acordo com o tamanho do delito cometido. Inclusive, a separação de detentos por crime faz parte do Plano anunciado na última semana, e que está a caminho do Congresso. 

É sempre melhor o anúncio de hospitais e escolas, mas a segurança também precisa de atenção e ser levada a sério. A expectativa é de que o Plano não fique apenas no papel, mas que a política pública voltada ao sistema carcerário do País avance.