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Lava Jato apresenta nova denúncia contra Lula

Ex-presidente Lula foi denunciado pela quinta vez neste ano
Ex-presidente Lula foi denunciado pela quinta vez neste ano
Publicada em 16/12/2016.

 

A força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou nova denúncia ontem contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sob acusação de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionada à empreiteira Odebrecht. 
É a terceira denúncia de Lula no âmbito da Lava Jato e a quinta dele neste ano – também foi acusado nas operações Zelotes e Janus. É a primeira vez que o ex-presidente é acusado formalmente por relações com a Odebrecht pela força-tarefa. 
Além dele, foram denunciadas oito pessoas, incluindo a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o ex-ministro Antonio Palocci. Segundo os procuradores, parte das propinas pagas pela Odebrecht em contratos da Petrobras foi destinada para a aquisição de um terreno na zona sul de São Paulo onde seria construída a sede do Instituto Lula. 
A denúncia também sustenta que foi adquirido com os valores um apartamento vizinho à cobertura onde mora o ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP). O imóvel está no nome de Glaucos da Costamarques, que, para a acusação, "atuou como testa de ferro de Lula, em transação concebida por Roberto Teixeira", advogado e compadre do ex-presidente. Os dois também foram denunciados. 
O Instituto Lula divulgou nota afirmando que o procurador Deltan Dallagnol, que coordena a Lava Jato, inventou "nova história na sua busca obsessiva de tentar retratar o ex-presidente como responsável pelos desvios na Petrobras". 
"Após um apartamento que nunca foi de Lula no Guarujá, entra a acusação de um apartamento que também não é de Lula, pelo qual sua família paga aluguel pelo uso, e um terreno que não é, nem nunca foi, do Instituto Lula, onde aliás o atual proprietário hoje constrói uma revendedora de automóveis." 
A nota afirma que a denúncia "repete maluquices da coletiva do Power Point", em referência a uma apresentação de slides de Dallagnol, em setembro, em que o procurador acusou o petista de chefiar o petrolão. 
"[É] um festival de ilegalidades, arbitrariedades e inconformismo diante da realidade: mesmo com uma devassa completa na vida de Lula, não encontraram nenhum desvio de conduta do ex-presidente."

A força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou nova denúncia ontem contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sob acusação de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionada à empreiteira Odebrecht. 

É a terceira denúncia de Lula no âmbito da Lava Jato e a quinta dele neste ano – também foi acusado nas operações Zelotes e Janus. É a primeira vez que o ex-presidente é acusado formalmente por relações com a Odebrecht pela força-tarefa. 

Além dele, foram denunciadas oito pessoas, incluindo a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o ex-ministro Antonio Palocci. Segundo os procuradores, parte das propinas pagas pela Odebrecht em contratos da Petrobras foi destinada para a aquisição de um terreno na zona sul de São Paulo onde seria construída a sede do Instituto Lula. 

A denúncia também sustenta que foi adquirido com os valores um apartamento vizinho à cobertura onde mora o ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP). O imóvel está no nome de Glaucos da Costamarques, que, para a acusação, "atuou como testa de ferro de Lula, em transação concebida por Roberto Teixeira", advogado e compadre do ex-presidente. Os dois também foram denunciados. 

O Instituto Lula divulgou nota afirmando que o procurador Deltan Dallagnol, que coordena a Lava Jato, inventou "nova história na sua busca obsessiva de tentar retratar o ex-presidente como responsável pelos desvios na Petrobras". 

"Após um apartamento que nunca foi de Lula no Guarujá, entra a acusação de um apartamento que também não é de Lula, pelo qual sua família paga aluguel pelo uso, e um terreno que não é, nem nunca foi, do Instituto Lula, onde aliás o atual proprietário hoje constrói uma revendedora de automóveis." 

A nota afirma que a denúncia "repete maluquices da coletiva do Power Point", em referência a uma apresentação de slides de Dallagnol, em setembro, em que o procurador acusou o petista de chefiar o petrolão. 

"[É] um festival de ilegalidades, arbitrariedades e inconformismo diante da realidade: mesmo com uma devassa completa na vida de Lula, não encontraram nenhum desvio de conduta do ex-presidente."