\\ JORNAL DA MANHÃ \ Economia

Agronegócio deve puxar PIB no Estado

Antônio da Luz
Antônio da Luz
Publicada em 15/12/2016.

 

O economista chefe da Farsul Antônio da Luz avaliou o cenário que aponta o agronegócio como sendo o principal setor da economia gaúcha. "Estamos trabalhando para 2017 com um crescimento bastante interessante, bastante oportuno, dentro deste cenário que estamos vivendo, onde nessa economia, qualquer crescimento é bem-vindo", afirma destacando que o agronegócio não costuma fazer qualquer coisa, exemplo é a projeção de aumento da área plantada em 3%. "Apesar da crise, do desemprego, de todos os problemas que o País está enfrentando, o produtor está aumentando a sua área, o que significa que nós estamos apostando no Estado, no nosso País, no nosso negócio".
Antônio aponta que dentro da perspectiva de uma produção normal, com um clima normal, o setor deve ter uma produtividade recorde. "Com isso esperamos a maior safra, 33,5 milhões de toneladas, utilizando a nossa máxima capacidade e máxima competência e tecnologia na produção, mesmo com cenário econômico ruim, o produtor está fazendo tudo que ele pode para virar a página da economia gaúcha".
Dentro deste panorama, a estimativa é que o PIB agropecuário deve crescer 3,4% no ano que vem, enquanto a projeção do PIB para o RS é 0,8%. "Então quer dizer que deveremos puxar esse crescimento, puxar o PIB do Estado ao máximo possível".
Entre os entraves do setor, o economista ressalta que muitas estruturas do Estado ainda são arraigadas para a perpetuação de certos grupos de poder e de uma segmentação que é conveniente. "Tem um parlamentar que quer propor taxar a soja na Reforma da Previdência, será que o sujeito não tem notícia da Argentina do que aconteceu lá quando se taxou as exportações de soja? Aí o argumento é que na indústria isso também acontece, então quer dizer que ao invés de transformar a indústria em algo competitivo como é o agronegócio, eu quero tornar o agronegócio sem competitividade como é a indústria", critica Antônio.
O especialista questiona o modelo atual de desenvolvimento. "Grandes economistas já falavam que é melhor para os países se especializarem naquilo que eles fazem bem, porque se eu preciso produzir uma tonelada de soja para comprar uma TV, qual é o problema desde que eu consiga produzir dólares o suficiente para essa troca?", argumenta destacando que esse pensamento torto sobre industrialização no País vem do tempo de Getúlio Vargas e perdura até hoje, superprotegendo determinados setores. "O que faz com que a gente seja prejudicado, porque nós queremos produzir tudo no Brasil independente se nós temos competência para fazê-lo ou não. Nenhum país do mundo tem competência para produzir tudo e o Brasil, produz muito bem algumas coisas e muito mal outras,  e para manter essas coisas que a gente produz mal, a gente protege a produção interna e tranca a importação para beneficiar a produção interna. Conclusão: o consumidor paga caríssimo por uma porcaria,  este é o modelo de desenvolvimento brasileiro".
Já quanto ao agronegócio, Antônio fala que a ausência do governo acaba sendo um ponto positivo. "Nos últimos anos, o agronegócio foi abandonado pelo governo que deixa entrar grão da Argentina, grão do Uruguai, grão do Paraguai, grão do EUA, grão da Europa. Desde 1997 nós passamos a ser um exportador de alimentos, ou seja, hoje nós produzimos muito mais do que o País é capaz de consumir e nós nos tornamos competitivos em qualquer certame, seja no Brasil ou fora dele, por isso o agronegócio está melhor que os outros setores. Se o brasileiro não consegue aumentar o seu consumo, nós vendemos lá fora e isso só conseguimos fazer porque fomos abandonados, a melhor coisa que o governo fez foi abandonar o agronegócio porque deixou o nosso setor por nós mesmos", concluiu.

O economista chefe da Farsul Antônio da Luz avaliou o cenário que aponta o agronegócio como sendo o principal setor da economia gaúcha. "Estamos trabalhando para 2017 com um crescimento bastante interessante, bastante oportuno, dentro deste cenário que estamos vivendo, onde nessa economia, qualquer crescimento é bem-vindo", afirma destacando que o agronegócio não costuma fazer qualquer coisa, exemplo é a projeção de aumento da área plantada em 3%. "Apesar da crise, do desemprego, de todos os problemas que o País está enfrentando, o produtor está aumentando a sua área, o que significa que nós estamos apostando no Estado, no nosso País, no nosso negócio".

Antônio aponta que dentro da perspectiva de uma produção normal, com um clima normal, o setor deve ter uma produtividade recorde. "Com isso esperamos a maior safra, 33,5 milhões de toneladas, utilizando a nossa máxima capacidade e máxima competência e tecnologia na produção, mesmo com cenário econômico ruim, o produtor está fazendo tudo que ele pode para virar a página da economia gaúcha".

Dentro deste panorama, a estimativa é que o PIB agropecuário deve crescer 3,4% no ano que vem, enquanto a projeção do PIB para o RS é 0,8%. "Então quer dizer que deveremos puxar esse crescimento, puxar o PIB do Estado ao máximo possível".

Entre os entraves do setor, o economista ressalta que muitas estruturas do Estado ainda são arraigadas para a perpetuação de certos grupos de poder e de uma segmentação que é conveniente. "Tem um parlamentar que quer propor taxar a soja na Reforma da Previdência, será que o sujeito não tem notícia da Argentina do que aconteceu lá quando se taxou as exportações de soja? Aí o argumento é que na indústria isso também acontece, então quer dizer que ao invés de transformar a indústria em algo competitivo como é o agronegócio, eu quero tornar o agronegócio sem competitividade como é a indústria", critica Antônio.

O especialista questiona o modelo atual de desenvolvimento. "Grandes economistas já falavam que é melhor para os países se especializarem naquilo que eles fazem bem, porque se eu preciso produzir uma tonelada de soja para comprar uma TV, qual é o problema desde que eu consiga produzir dólares o suficiente para essa troca?", argumenta destacando que esse pensamento torto sobre industrialização no País vem do tempo de Getúlio Vargas e perdura até hoje, superprotegendo determinados setores. "O que faz com que a gente seja prejudicado, porque nós queremos produzir tudo no Brasil independente se nós temos competência para fazê-lo ou não. Nenhum país do mundo tem competência para produzir tudo e o Brasil, produz muito bem algumas coisas e muito mal outras,  e para manter essas coisas que a gente produz mal, a gente protege a produção interna e tranca a importação para beneficiar a produção interna. Conclusão: o consumidor paga caríssimo por uma porcaria,  este é o modelo de desenvolvimento brasileiro".

Já quanto ao agronegócio, Antônio fala que a ausência do governo acaba sendo um ponto positivo. "Nos últimos anos, o agronegócio foi abandonado pelo governo que deixa entrar grão da Argentina, grão do Uruguai, grão do Paraguai, grão do EUA, grão da Europa. Desde 1997 nós passamos a ser um exportador de alimentos, ou seja, hoje nós produzimos muito mais do que o País é capaz de consumir e nós nos tornamos competitivos em qualquer certame, seja no Brasil ou fora dele, por isso o agronegócio está melhor que os outros setores. Se o brasileiro não consegue aumentar o seu consumo, nós vendemos lá fora e isso só conseguimos fazer porque fomos abandonados, a melhor coisa que o governo fez foi abandonar o agronegócio porque deixou o nosso setor por nós mesmos", concluiu.