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Ijuí confirma ataques do Aedes aegypti

Flagrante de descaso com o meio ambiente e com a saúde foi feito no São José
Flagrante de descaso com o meio ambiente e com a saúde foi feito no São José
Publicada em 14/12/2016.

 

Ijuí confirmou um caso de Zika, um caso de Chikungnya e 331 casos de Dengue, em 2016, todos oriundos do mosquito Aedes aegypti. Os vírus ficam alojados na saliva do mosquito e são transmitidos quando a fêmea suga o sangue na hora da picada. Resistente a alguns inseticidas, a espécie vem adquirindo a habilidade de se reproduzir em volumes cada vez menores de água. Os insetos, que antes só picavam durante o dia, passaram a atacar também à noite, bastando apenas alguma luz artificial a revelar o caminho até a vítima.
O Aedes aegypti é menor que os mosquitos comuns, mede menos de um centímetro e pode ser identificado pela cabeça, corpo e patas pretas com listras brancas. Na parte dorsal do corpo, traz uma mancha prateada com desenho semelhante a uma lira ou um violão.
O desenvolvimento do embrião do mosquito leva 48 horas e, a partir de então, o ovo torna-se extremamente resistente. Ele pode sobreviver até um ano sem umidade, eclodindo ao primeiro contato com a água. O ciclo de transformação até a fase adulta acontece em cerca de 10 dias em temperaturas próximas a 30ºC. Em períodos mais frios, o ciclo pode durar três ou quatro vezes mais.
O mosquito costuma picar durante o dia e no fim da tarde. Durante a noite, os mosquitos não costumam sair para voar e ficam abrigados entre plantas e nos entulhos. Mas isso não impede que, eventualmente, saiam e piquem alguém.
O mosquito gosta de qualquer tipo de água, suja ou limpa, desde que ela esteja parada e nas condições ideais de temperatura e luminosidade. Por isso, ele pode se proliferar tanto em piscinas e caixas d'água, quanto em pneus velhos e sacos de lixo.
O caso de Zika foi contraído no primeiro semestre, por uma moradora do bairro Alvorada, no segundo trimestre de gestação. A criança já nasceu, e segundo a secretária de Saúde, não apresenta problemas e recebe acompanhamento do Estratégia Saúde da Família de seu bairro. “O que pode acontecer com a Zika é a criança nascer com microcefalia, o que não é o caso do nosso bebê que está com dois meses e está bem. Só que ao longo do desenvolvimento da criança ela pode apresentar algum problema neurológico e é isso que está sendo acompanhado, realizando os exames, com consultas periódicas acompanhando o desenvolvimento dessa criança”, esclarece.
A Chikungnya foi contraída por uma idosa de 64 anos, residente do bairro Storch, que já tinha doenças pré-existentes que tiveram seus sintomas agravados. “Mas, ela está bem e se tratando”, pondera Márcia.
Questionada porquê somente agora ocorreu a divulgação dos casos, Márcia conta que é feita via Secretaria Estadual de Saúde (SES) e que já havia sido divulgado. “Não acompanho o site da SES, mas foi divulgado no primeiro semestre, sim. Assim que vem a confirmação passamos o dado para a Secretaria que alimenta o site na Vigilância Epidemiológica”, explica a secretária.
A Vigilância Epidemiológica de Ijuí reitera que assim que há confirmação de casos de Zika, Chikungnya ou Dengue, eles imediatamente encaminhados à SES e amplamente divulgado na mídia, uma vez que a intenção é colocar a comunidade em alerta para a necessidade de manter seus pátios limpos, porque o Aedes aegypti pode estar mais próximo do que se imagina. Rinaldo Pezzetta, titular da pasta, conta que o Município já tem casos suspeitos de Dengue, neste verão, mas que nenhum foi confirmado.

Ijuí confirmou um caso de Zika, um caso de Chikungnya e 331 casos de Dengue, em 2016, todos oriundos do mosquito Aedes aegypti. Os vírus ficam alojados na saliva do mosquito e são transmitidos quando a fêmea suga o sangue na hora da picada. Resistente a alguns inseticidas, a espécie vem adquirindo a habilidade de se reproduzir em volumes cada vez menores de água. Os insetos, que antes só picavam durante o dia, passaram a atacar também à noite, bastando apenas alguma luz artificial a revelar o caminho até a vítima.

O Aedes aegypti é menor que os mosquitos comuns, mede menos de um centímetro e pode ser identificado pela cabeça, corpo e patas pretas com listras brancas. Na parte dorsal do corpo, traz uma mancha prateada com desenho semelhante a uma lira ou um violão.

O desenvolvimento do embrião do mosquito leva 48 horas e, a partir de então, o ovo torna-se extremamente resistente. Ele pode sobreviver até um ano sem umidade, eclodindo ao primeiro contato com a água. O ciclo de transformação até a fase adulta acontece em cerca de 10 dias em temperaturas próximas a 30ºC. Em períodos mais frios, o ciclo pode durar três ou quatro vezes mais.

O mosquito costuma picar durante o dia e no fim da tarde. Durante a noite, os mosquitos não costumam sair para voar e ficam abrigados entre plantas e nos entulhos. Mas isso não impede que, eventualmente, saiam e piquem alguém.

O mosquito gosta de qualquer tipo de água, suja ou limpa, desde que ela esteja parada e nas condições ideais de temperatura e luminosidade. Por isso, ele pode se proliferar tanto em piscinas e caixas d'água, quanto em pneus velhos e sacos de lixo.

O caso de Zika foi contraído no primeiro semestre, por uma moradora do bairro Alvorada, no segundo trimestre de gestação. A criança já nasceu, e segundo a secretária de Saúde, não apresenta problemas e recebe acompanhamento do Estratégia Saúde da Família de seu bairro. “O que pode acontecer com a Zika é a criança nascer com microcefalia, o que não é o caso do nosso bebê que está com dois meses e está bem. Só que ao longo do desenvolvimento da criança ela pode apresentar algum problema neurológico e é isso que está sendo acompanhado, realizando os exames, com consultas periódicas acompanhando o desenvolvimento dessa criança”, esclarece.

A Chikungnya foi contraída por uma idosa de 64 anos, residente do bairro Storch, que já tinha doenças pré-existentes que tiveram seus sintomas agravados. “Mas, ela está bem e se tratando”, pondera Márcia.

Questionada porquê somente agora ocorreu a divulgação dos casos, Márcia conta que é feita via Secretaria Estadual de Saúde (SES) e que já havia sido divulgado. “Não acompanho o site da SES, mas foi divulgado no primeiro semestre, sim. Assim que vem a confirmação passamos o dado para a Secretaria que alimenta o site na Vigilância Epidemiológica”, explica a secretária.

A Vigilância Epidemiológica de Ijuí reitera que assim que há confirmação de casos de Zika, Chikungnya ou Dengue, eles imediatamente encaminhados à SES e amplamente divulgado na mídia, uma vez que a intenção é colocar a comunidade em alerta para a necessidade de manter seus pátios limpos, porque o Aedes aegypti pode estar mais próximo do que se imagina. Rinaldo Pezzetta, titular da pasta, conta que o Município já tem casos suspeitos de Dengue, neste verão, mas que nenhum foi confirmado.