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Farsul projeta safra recorde para o Estado

Milho teve aumento de preço, puxando para cima a lucratividade da safra
Milho teve aumento de preço, puxando para cima a lucratividade da safra
Publicada em 13/12/2016.

 

A agricultura gaúcha deverá registrar novos recordes de produção e de plantio na safra 2016/2017. A expectativa é de uma colheita de 33,4 milhões de toneladas e área semeada de 8,67 milhões de hectares. “Se o clima continuar ajudando, teremos a maior safra de todos os tempos no Estado, com aumento de 6,2% em relação à safra anterior”, afirmou o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, em coletiva de imprensa realizada em Porto Alegre. O desempenho positivo acompanha a projeção do setor para o Brasil, com crescimento do PIB em 5,5% no próximo ano. 
O crescimento do RS será impulsionado especialmente no aumento das áreas da soja e do arroz. Outro destaque será o aumento do plantio do milho, motivado pela melhora expressiva dos preços registrada em 2016. “O setor está fazendo a sua parte na contribuição com o resultado do PIB do Estado”, disse Pereira.
O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, comentou a resiliência do setor à crise por conta das possibilidades de mercados alternativos quando o consumo interno cai. “Somos competitivos em qualquer certame. O mundo está crescendo, e o consumo de alimentos também. Estamos inseridos no mercado internacional”, comentou. 
Essa condição, aliada à eficiência do setor produtivo, que nos últimos anos se preparou e hoje trabalha com níveis importantes de produtividade, faz com que o agronegócio seja o único no RS que ainda está gerando empregos. 
As condições climáticas e a redução de área plantada foram os principais motivos que levaram o PIB da agropecuária gaúcha a cair 3,1% em 2016. O Estado registrou queda na área plantada de 0,1% e perdas mais significativas nas culturas do arroz e da soja nas regiões Sul e da Campanha por conta das chuvas em excesso, contribuindo para a queda da produção em 1,1%. 
Um dos pontos de atenção do setor em 2016 foi em relação à queda da oferta do crédito rural. Os valores dos financiamentos reduziram 6,41%. O número de produtores que tomou crédito também caiu 6%. “Essa diminuição provoca o aumento das exigências para o contrato de financiamento para compensar a redução das fontes de crédito, que são parte dos depósitos à vista e em poupança, reflexo da crise econômica. Tememos que esse quadro possa agravar esse cenário”, afirmou Antônio da Luz. 
Para tentar reverter essa redução, uma das prioridades da Farsul em 2017 será dialogar com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura para buscar outras fontes de financiamento ou aumentar o percentual dedicado ao final das fontes atuais, que hoje é de 35%. 
Outro ponto que será priorizado em 2017 é o seguro rural. “Precisamos de uma política agrícola centrada em um seguro mais abrangente, que considere quantidade e qualidade. Também necessitamos de um programa Plurianual de crédito para garantir a continuidade da produção, especialmente em anos seguintes ao de safras com perdas”, disse.
A agricultura gaúcha deverá registrar novos recordes de produção e de plantio na safra 2016/2017. A expectativa é de uma colheita de 33,4 milhões de toneladas e área semeada de 8,67 milhões de hectares. “Se o clima continuar ajudando, teremos a maior safra de todos os tempos no Estado, com aumento de 6,2% em relação à safra anterior”, afirmou o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, em coletiva de imprensa realizada em Porto Alegre. O desempenho positivo acompanha a projeção do setor para o Brasil, com crescimento do PIB em 5,5% no próximo ano. 
O crescimento do RS será impulsionado especialmente no aumento das áreas da soja e do arroz. Outro destaque será o aumento do plantio do milho, motivado pela melhora expressiva dos preços registrada em 2016. “O setor está fazendo a sua parte na contribuição com o resultado do PIB do Estado”, disse Pereira.
O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, comentou a resiliência do setor à crise por conta das possibilidades de mercados alternativos quando o consumo interno cai. “Somos competitivos em qualquer certame. O mundo está crescendo, e o consumo de alimentos também. Estamos inseridos no mercado internacional”, comentou. 
Essa condição, aliada à eficiência do setor produtivo, que nos últimos anos se preparou e hoje trabalha com níveis importantes de produtividade, faz com que o agronegócio seja o único no RS que ainda está gerando empregos. 
As condições climáticas e a redução de área plantada foram os principais motivos que levaram o PIB da agropecuária gaúcha a cair 3,1% em 2016. O Estado registrou queda na área plantada de 0,1% e perdas mais significativas nas culturas do arroz e da soja nas regiões Sul e da Campanha por conta das chuvas em excesso, contribuindo para a queda da produção em 1,1%. 
Um dos pontos de atenção do setor em 2016 foi em relação à queda da oferta do crédito rural. Os valores dos financiamentos reduziram 6,41%. O número de produtores que tomou crédito também caiu 6%. “Essa diminuição provoca o aumento das exigências para o contrato de financiamento para compensar a redução das fontes de crédito, que são parte dos depósitos à vista e em poupança, reflexo da crise econômica. Tememos que esse quadro possa agravar esse cenário”, afirmou Antônio da Luz. 
Para tentar reverter essa redução, uma das prioridades da Farsul em 2017 será dialogar com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura para buscar outras fontes de financiamento ou aumentar o percentual dedicado ao final das fontes atuais, que hoje é de 35%. 
Outro ponto que será priorizado em 2017 é o seguro rural. “Precisamos de uma política agrícola centrada em um seguro mais abrangente, que considere quantidade e qualidade. Também necessitamos de um programa Plurianual de crédito para garantir a continuidade da produção, especialmente em anos seguintes ao de safras com perdas”, disse.