\\ JORNAL DA MANHÃ \ Rural

Conab aumenta cota do RS em leilões de trigo

Publicada em 09/12/2016.

 

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realiza hoje seu segundo leilão de trigo Pepro e PEP visando escoar a produção e garantir o "Preço Mínimo" - diante do quadro de excesso de oferta no Brasil. A grande novidade é o aumento da participação do Rio Grande do Sul, que vai disponibilizar 120 mil toneladas. 
Para os Estados de Paraná e Santa Catarina, a Conab manteve o volume de 50 mil toneladas estipuladas, informa a Consultoria Trigo & Farinhas. De acordo com o analista sênior da T&F, Luiz Carlos Pacheco, a ampliação da participação gaúcha satisfaz "uma das demandas deste Estado".
A Conab também mexeu nos prêmios – para baixo: retirou R$ 0,50/tonelada, fixando-os em R$ 182,50/tonelada. Isto num momento em que os fretes médios no Rio Grande do Sul estão subindo, passando de R$ 65,00 para R$ 70,00 por tonelada para o porto.
"Há, inclusive, quem diga que o programa de Preço Mínimo esteja ultrapassado, ocorra apenas por demandas dos representantes de produtores, que não tem mais razão de ser. Um dos defensores desta posição é o próprio ministro da Agricultura atual que, no início de sua gestão, falou que não havia mais dinheiro disponível para o governo socorrer o setor, que deveria ser autossuficiente", conclui Pacheco.
Para o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro), Paulo Pires, apesar do aumento do volume de compras públicas, a medida veio tarde demais. "Os leilões demoraram, nós, das cooperativas e demais entidades, vínhamos há muito tempo alertando o governo sobre a necessidade desses leilões, devido ao contexto internacional, onde países vizinhos têm preços mais competitivos que os nossos", afirmou.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realiza hoje seu segundo leilão de trigo Pepro e PEP visando escoar a produção e garantir o "Preço Mínimo" - diante do quadro de excesso de oferta no Brasil. A grande novidade é o aumento da participação do Rio Grande do Sul, que vai disponibilizar 120 mil toneladas. 

Para os Estados de Paraná e Santa Catarina, a Conab manteve o volume de 50 mil toneladas estipuladas, informa a Consultoria Trigo & Farinhas. De acordo com o analista sênior da T&F, Luiz Carlos Pacheco, a ampliação da participação gaúcha satisfaz "uma das demandas deste Estado".

A Conab também mexeu nos prêmios – para baixo: retirou R$ 0,50/tonelada, fixando-os em R$ 182,50/tonelada. Isto num momento em que os fretes médios no Rio Grande do Sul estão subindo, passando de R$ 65,00 para R$ 70,00 por tonelada para o porto.

"Há, inclusive, quem diga que o programa de Preço Mínimo esteja ultrapassado, ocorra apenas por demandas dos representantes de produtores, que não tem mais razão de ser. Um dos defensores desta posição é o próprio ministro da Agricultura atual que, no início de sua gestão, falou que não havia mais dinheiro disponível para o governo socorrer o setor, que deveria ser autossuficiente", conclui Pacheco.

Para o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro), Paulo Pires, apesar do aumento do volume de compras públicas, a medida veio tarde demais. "Os leilões demoraram, nós, das cooperativas e demais entidades, vínhamos há muito tempo alertando o governo sobre a necessidade desses leilões, devido ao contexto internacional, onde países vizinhos têm preços mais competitivos que os nossos", afirmou.