\\ JORNAL DA MANHÃ \ Editorial

A QUE PONTO CHEGAMOS?

Publicada em 23/11/2016.

 

Após anunciar um pacote de medidas para conter a crise financeira do Estado, o governador José Ivo Sartori decretou calamidade financeira na administração pública do Rio Grande do Sul. O decreto foi publicado ontem no Diário Oficial do Estado. Secretários e dirigentes de órgãos e entidades da administração pública estadual, sob coordenação da Secretaria da Casa Civil, podem adotar medidas “excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos”, com exceção dos serviços considerados essenciais.
É importante informar que o estado de calamidade é usado quando o desastre é grande demais para que o município ou Estado resolva por conta própria. Além de recursos financeiros, a União pode enviar equipes da Força Nacional e solicitar a cooperação de regiões vizinhas. A situação de anormalidade deve ser reconhecida pela União, informada por meio de um requerimento enviado ao Ministério da Integração Nacional.
Sartori deixa claro que o objetivo principal de todas as medidas é procurar estancar a grave crise financeira que o RS atravessa, com certeza um remédio amargo, mas proporcional aos  problemas do Estado, como costuma dizer o gringo em seus discursos “não se pode curar um câncer com aspirina”.
E ele tem razão em alguns aspectos, o momento requer algo com condições de fazer a diferença na atual conjuntura adversa. 
Neste momento, os gaúchos devem estar se perguntando: como não repensar a função de um Estado que já não consegue mais se sustentar e que gasta muito mais do que arrecada? Como não se debater a ressignificação desse Estado que já não honra mais um compromisso básico, como o pagamento dos salários dos servidores em dia?
Junto com outros Estados brasileiros, chegamos ao mais absoluto fundo do poço. Agora, mais do que nunca, precisamos de soluções. E agora o assunto está entregue aos representantes do povo gaúcho na Assembleia Legislativa. Cabe a eles, com todo o senso de responsabilidade que têm, verificar o que é bom, ou não, para as finanças do Estado. Mas sem descuidar dos legítimos interesses do funcionalismo. 
Diante desse caos nas contas públicas, os gestores estaduais pleiteiam para a União uma linha de crédito para financiar perdas decorrentes da crise econômica, medida que pode viabilizar, entre outras demandas, o pagamento do 13º do funcionalismo público.
O fato é que o Estado chegou em um ponto irreversível de penúria financeira e não adianta fazer greve para que o pagamento não seja mais parcelado. O que interessa agora, mais do que nunca, é buscar soluções viáveis para o gravíssimo problema que vivemos. 

Após anunciar um pacote de medidas para conter a crise financeira do Estado, o governador José Ivo Sartori decretou calamidade financeira na administração pública do Rio Grande do Sul. O decreto foi publicado ontem no Diário Oficial do Estado. Secretários e dirigentes de órgãos e entidades da administração pública estadual, sob coordenação da Secretaria da Casa Civil, podem adotar medidas “excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos”, com exceção dos serviços considerados essenciais.

É importante informar que o estado de calamidade é usado quando o desastre é grande demais para que o município ou Estado resolva por conta própria. Além de recursos financeiros, a União pode enviar equipes da Força Nacional e solicitar a cooperação de regiões vizinhas. A situação de anormalidade deve ser reconhecida pela União, informada por meio de um requerimento enviado ao Ministério da Integração Nacional.

Sartori deixa claro que o objetivo principal de todas as medidas é procurar estancar a grave crise financeira que o RS atravessa, com certeza um remédio amargo, mas proporcional aos  problemas do Estado, como costuma dizer o gringo em seus discursos “não se pode curar um câncer com aspirina”.

E ele tem razão em alguns aspectos, o momento requer algo com condições de fazer a diferença na atual conjuntura adversa. 

Neste momento, os gaúchos devem estar se perguntando: como não repensar a função de um Estado que já não consegue mais se sustentar e que gasta muito mais do que arrecada? Como não se debater a ressignificação desse Estado que já não honra mais um compromisso básico, como o pagamento dos salários dos servidores em dia?

Junto com outros Estados brasileiros, chegamos ao mais absoluto fundo do poço. Agora, mais do que nunca, precisamos de soluções. E agora o assunto está entregue aos representantes do povo gaúcho na Assembleia Legislativa. Cabe a eles, com todo o senso de responsabilidade que têm, verificar o que é bom, ou não, para as finanças do Estado. Mas sem descuidar dos legítimos interesses do funcionalismo. 

Diante desse caos nas contas públicas, os gestores estaduais pleiteiam para a União uma linha de crédito para financiar perdas decorrentes da crise econômica, medida que pode viabilizar, entre outras demandas, o pagamento do 13º do funcionalismo público.

O fato é que o Estado chegou em um ponto irreversível de penúria financeira e não adianta fazer greve para que o pagamento não seja mais parcelado. O que interessa agora, mais do que nunca, é buscar soluções viáveis para o gravíssimo problema que vivemos.