\\ JORNAL DA MANHÃ \ Editorial

Final da linha

Publicada em 07/11/2016.

 

Má gestão dos resíduos sólidos. Assim é possível definir como a problemática é tratada dentro do Município. A falta de um Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos é apenas a ponta do iceberg, que tem como resultado custos elevados de uma conta endereçada ao contribuinte.
A ideia de construção de um aterro sanitário foi descartada, e no lugar de uma solução mais adequada ao bolso e ao meio ambiente, o Executivo encontrou como saída levar o lixo produzido por aqui para o aterro sanitário licenciado de Giruá. No entanto, algumas pontas sempre ficam desamarradas e, neste caso, além do custo elevado, há a questão do transbordo que ainda não é feito de forma regular.
O excesso de judicialização envolvendo as questões do lixo tem a ver com a falta de competência do poder Executivo de lidar com essa problemática, e a incapacidade das prefeituras de estabelecerem um plano em longo prazo, fazendo com que o Judiciário precise intervir para que a coisa toda não vire uma bagunça, uma vez que ocorre a troca de governo a cada quatro anos. Mesmo com capacidade técnica, não conseguem elaborar um plano para segui-lo em longo prazo.
No entanto, a culpa deve ser compartilhada, considerando que 30% do lixo produzido em Ijuí poderiam ser destinados à reciclagem e menos de 10% têm esse fim, a comunidade tem sua parcela de culpa. O custo do transporte do lixo até outra cidade é alto, mas fica ainda mais caro considerando a quantidade significativa que é transportada. A economia poderia começar, também, além da adoção de uma política pública efetiva, pela separação correta dos resíduos produzidos por cada um.
As pessoas não pensam no lixo como uma responsabilidade sua. Quando um indivíduo decide construir uma casa, por exemplo, ele pensa em inúmeros detalhes, mas não pensa em uma forma sustentável de lidar com o lixo que produz, como a elaboração de uma composteira, ou uma horta, mesmo que pequena. Ambas as iniciativas podem ser feitas ao ar livre ou mesmo dentro de apartamentos. No entanto, assim como no poder público, também no setor privado, a gestão do lixo é relegada ao segundo plano.
Independente em que esfera cada um se encontra, se sentir responsável pelo lixo que produz é tarefa de todos, uma vez que as consequências também são compartilhadas. O meio ambiente tem dado sinais de esgotamento e a necessidade de uma melhor gestão dos recursos naturais é urgente e necessária. As coisas só andam quando os prazos se esgotam, que essa tendência não seja seguida com a natureza também.

Má gestão dos resíduos sólidos. Assim é possível definir como a problemática é tratada dentro do Município. A falta de um Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos é apenas a ponta do iceberg, que tem como resultado custos elevados de uma conta endereçada ao contribuinte.

A ideia de construção de um aterro sanitário foi descartada, e no lugar de uma solução mais adequada ao bolso e ao meio ambiente, o Executivo encontrou como saída levar o lixo produzido por aqui para o aterro sanitário licenciado de Giruá. No entanto, algumas pontas sempre ficam desamarradas e, neste caso, além do custo elevado, há a questão do transbordo que ainda não é feito de forma regular.

O excesso de judicialização envolvendo as questões do lixo tem a ver com a falta de competência do poder Executivo de lidar com essa problemática, e a incapacidade das prefeituras de estabelecerem um plano em longo prazo, fazendo com que o Judiciário precise intervir para que a coisa toda não vire uma bagunça, uma vez que ocorre a troca de governo a cada quatro anos. Mesmo com capacidade técnica, não conseguem elaborar um plano para segui-lo em longo prazo.

No entanto, a culpa deve ser compartilhada, considerando que 30% do lixo produzido em Ijuí poderiam ser destinados à reciclagem e menos de 10% têm esse fim, a comunidade tem sua parcela de culpa. O custo do transporte do lixo até outra cidade é alto, mas fica ainda mais caro considerando a quantidade significativa que é transportada. A economia poderia começar, também, além da adoção de uma política pública efetiva, pela separação correta dos resíduos produzidos por cada um.

As pessoas não pensam no lixo como uma responsabilidade sua. Quando um indivíduo decide construir uma casa, por exemplo, ele pensa em inúmeros detalhes, mas não pensa em uma forma sustentável de lidar com o lixo que produz, como a elaboração de uma composteira, ou uma horta, mesmo que pequena. Ambas as iniciativas podem ser feitas ao ar livre ou mesmo dentro de apartamentos. No entanto, assim como no poder público, também no setor privado, a gestão do lixo é relegada ao segundo plano.

Independente em que esfera cada um se encontra, se sentir responsável pelo lixo que produz é tarefa de todos, uma vez que as consequências também são compartilhadas. O meio ambiente tem dado sinais de esgotamento e a necessidade de uma melhor gestão dos recursos naturais é urgente e necessária. As coisas só andam quando os prazos se esgotam, que essa tendência não seja seguida com a natureza também.