\\ JORNAL DA MANHÃ \ Editorial

Pedido de socorro

Publicada em 04/11/2016.

 

Mais de cinco pessoas são estupradas por hora no Brasil, mostra o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado na última semana. O País registrou, em 2015, 45.460 casos de estupro, sendo 24% deles nas capitais e no Distrito Federal.
Apesar de o número representar uma retração de 4.978 casos em relação ao ano anterior, com queda de 9,9%, o FBSP mostrou que não é possível afirmar que realmente houve redução do número de estupros no Brasil, já que a subnotificação desse tipo de crime é extremamente alta. O levantamento estima que devem ter ocorrido entre 129,9 mil e 454,6 mil estupros no Brasil em 2015.
Considerando somente os boletins de ocorrência registrados, em 2015 ocorreu um estupro a cada 11 minutos e 33 segundos no Brasil, ou seja 5 pessoas por hora.
Diante destes dados que não refletem a realidade, pois é de conhecimento de todos que muitas mulheres, ou melhor, um número expressivo de vítimas, não leva o crime ao conhecimento das instituições policiais, por medo de sofrer represálias, ou também por acreditar que a polícia não poderia fazer nada ou não se empenharia no caso.
Outro dado que não muda é que na absoluta maioria dos casos, as vítimas são abusadas pelos próprios familiares ou pessoas muito próximas.
Lembrando que na maioria absoluta dos casos, é alguém próximo, porque a vítima fica com medo de contar, ou a mãe não acreditar na história. Como é um crime que não deixa vestígios, dependemos muito do depoimento da vítima. As mulheres precisam denunciar a violência, precisam perder o medo. Se elas não tomarem a atitude de procurar a polícia, não haverá mudança. O poder público precisa garantir que essa mulher receberá apoio porque muitas dependem do marido para sobreviver e sustentar seus filhos. É preciso que a Polícia consiga estrutura para atuar. O homem agressor tem que saber que se agredir a mulher sofrerá consequências. A sociedade tem que eliminar essa cultura machista. Os homens têm que ser ensinados a dialogar. É necessário mais rigor aos agressores. Esse tipo de violência só cresce. Uma observação muito importante e que serve de alerta para todos é sobre a omissão da denúncia por parte das mulheres, que é um dos fatores que dificulta a atuação dos órgãos competentes na punição do crime. Nunca é demais lembrar que a denúncia é uma das melhores armas para combater essa chaga na sociedade. Ninguém pode se omitir diante de situações como as relatadas acima.

Mais de cinco pessoas são estupradas por hora no Brasil, mostra o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado na última semana. O País registrou, em 2015, 45.460 casos de estupro, sendo 24% deles nas capitais e no Distrito Federal.

Apesar de o número representar uma retração de 4.978 casos em relação ao ano anterior, com queda de 9,9%, o FBSP mostrou que não é possível afirmar que realmente houve redução do número de estupros no Brasil, já que a subnotificação desse tipo de crime é extremamente alta. O levantamento estima que devem ter ocorrido entre 129,9 mil e 454,6 mil estupros no Brasil em 2015.

Considerando somente os boletins de ocorrência registrados, em 2015 ocorreu um estupro a cada 11 minutos e 33 segundos no Brasil, ou seja 5 pessoas por hora.

Diante destes dados que não refletem a realidade, pois é de conhecimento de todos que muitas mulheres, ou melhor, um número expressivo de vítimas, não leva o crime ao conhecimento das instituições policiais, por medo de sofrer represálias, ou também por acreditar que a polícia não poderia fazer nada ou não se empenharia no caso.

Outro dado que não muda é que na absoluta maioria dos casos, as vítimas são abusadas pelos próprios familiares ou pessoas muito próximas.

Lembrando que na maioria absoluta dos casos, é alguém próximo, porque a vítima fica com medo de contar, ou a mãe não acreditar na história. Como é um crime que não deixa vestígios, dependemos muito do depoimento da vítima. As mulheres precisam denunciar a violência, precisam perder o medo. Se elas não tomarem a atitude de procurar a polícia, não haverá mudança. O poder público precisa garantir que essa mulher receberá apoio porque muitas dependem do marido para sobreviver e sustentar seus filhos. É preciso que a Polícia consiga estrutura para atuar. O homem agressor tem que saber que se agredir a mulher sofrerá consequências. A sociedade tem que eliminar essa cultura machista. Os homens têm que ser ensinados a dialogar. É necessário mais rigor aos agressores. Esse tipo de violência só cresce. Uma observação muito importante e que serve de alerta para todos é sobre a omissão da denúncia por parte das mulheres, que é um dos fatores que dificulta a atuação dos órgãos competentes na punição do crime. Nunca é demais lembrar que a denúncia é uma das melhores armas para combater essa chaga na sociedade. Ninguém pode se omitir diante de situações como as relatadas acima.