\\ JORNAL DA MANHÃ \ Artigo

O Poder inconsequente

Publicada em 21/10/2016.

 

Já faz algum tempo firmei a convicção de que não bastam apenas argumentos para o exercício do debate democrático. Hoje acredito que além dessa necessidade lógica, torna-se decisivo, para a qualificação dos diálogos, a forma como esses argumentos são postos. Em outras palavras, para elevar o nível da essência da democracia, em qualquer instância, saber colocar as palavras da melhor maneira contribui muito para as convergências. 
Pertenço a uma corrente ideológica totalmente desconsiderada na prática, no cenário político contemporâneo. Absolutamente nenhum dos atuais 35 partidos políticos aplica o ideário de Alberto Pasqualini, o maior doutrinador do trabalhismo brasileiro que inclusive repudia o marxismo clássico. Na sua obra “Bases e sugestões para uma política social” aponta ele uma lição a ser lembrada permanentemente: “A evolução social não deve ter apenas um sentido material, mas também e, sobretudo, um sentido moral. O desajuste humano é tremendo quando estas duas forças não são paralelas”. 
Este texto tem a intenção de alertar sobre os desajustes humanos motivados pela conquista inconsequente do poder. A título de exemplo, testemunhamos um cenário trágico em Porto Alegre, onde o baixo nível das práticas políticas-eleitorais atinge ao absurdo de um provável suicídio, assimilado com perplexidade pela população. 
O ponto nevrálgico a ser debatido é a miséria extrema das práticas recorrentes de nossos mandatários e interessados. Atualmente o prestígio de valores mais nobres não faz nenhuma diferença num contexto em que a força do fisiologismo ainda corre triunfante. Pior do que esse quadro é a cidadania não perceber que caminhando nessa linha rasa, jamais encontraremos a profundidade intelectual necessária que interessa ao bem comum. 
Desgraçada a democracia se tiver que ser defendida por esses democratas! Dentro da velha compreensão de que “os fins justificam os meios”, não consigo enxergar um caminho iluminado no futuro, assim como tantos eleitores que se abstêm nas urnas. Certamente, vender a alma para o diabo não estará jamais nas melhores opções. 

Já faz algum tempo firmei a convicção de que não bastam apenas argumentos para o exercício do debate democrático. Hoje acredito que além dessa necessidade lógica, torna-se decisivo, para a qualificação dos diálogos, a forma como esses argumentos são postos. Em outras palavras, para elevar o nível da essência da democracia, em qualquer instância, saber colocar as palavras da melhor maneira contribui muito para as convergências. 

Pertenço a uma corrente ideológica totalmente desconsiderada na prática, no cenário político contemporâneo. Absolutamente nenhum dos atuais 35 partidos políticos aplica o ideário de Alberto Pasqualini, o maior doutrinador do trabalhismo brasileiro que inclusive repudia o marxismo clássico. Na sua obra “Bases e sugestões para uma política social” aponta ele uma lição a ser lembrada permanentemente: “A evolução social não deve ter apenas um sentido material, mas também e, sobretudo, um sentido moral. O desajuste humano é tremendo quando estas duas forças não são paralelas”. 

Este texto tem a intenção de alertar sobre os desajustes humanos motivados pela conquista inconsequente do poder. A título de exemplo, testemunhamos um cenário trágico em Porto Alegre, onde o baixo nível das práticas políticas-eleitorais atinge ao absurdo de um provável suicídio, assimilado com perplexidade pela população. 

O ponto nevrálgico a ser debatido é a miséria extrema das práticas recorrentes de nossos mandatários e interessados. Atualmente o prestígio de valores mais nobres não faz nenhuma diferença num contexto em que a força do fisiologismo ainda corre triunfante. Pior do que esse quadro é a cidadania não perceber que caminhando nessa linha rasa, jamais encontraremos a profundidade intelectual necessária que interessa ao bem comum. 

Desgraçada a democracia se tiver que ser defendida por esses democratas! Dentro da velha compreensão de que “os fins justificam os meios”, não consigo enxergar um caminho iluminado no futuro, assim como tantos eleitores que se abstêm nas urnas. Certamente, vender a alma para o diabo não estará jamais nas melhores opções.