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Excesso de agroquímicos em debate

Fórum foi promovido pela Farsul e passará também por Passo Fundo, Santa Rosa e Cruz Alta
Fórum foi promovido pela Farsul e passará também por Passo Fundo, Santa Rosa e Cruz Alta
Publicada em 28/09/2016.

 

A Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) promoveu na manhã de ontem em Ijuí, mais uma edição do Fórum do Agronegócio. O tema central do evento, realizado no auditório da Casa do Produtor, no Parque de Exposições Wanderley Burmann, foi "Boas práticas na produção de trigo: Oportunidades e desafios para a cadeia tritícola". Com a presença de agricultores, membros de cooperativas e representantes de empresas do setor agrícola, o fórum abordou subtemas como controle de contaminantes, tecnologia de produção e manejo, além de orientações gerais e informações sobre a segregação do trigo.
Presidente da Comissão do Trigo da Farsul, Hamilton Jardim sublinhou que um dos principais objetivos do evento foi a discussão sobre o uso excessivo de agroquímicos nas lavouras de trigo. "Nos últimos dois anos, o excesso de chuva e geada fizeram com que os produtores utilizassem a técnica de dessecação para obter melhor resultado na colheita. Só que além de não aconselhado, esse método só pode ser feito com produtos recomendados, do contrário o procedimento corre o risco de deixar contaminantes no processo de manipulação do trigo", aponta Jardim. Com o intuito de alertar os produtores sobre o manejo correto dos agroquímicos, foram convidados membros do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 
Um dos palestrantes foi o auditor fiscal federal agropecuário do Mapa no Estado, José Fernando Werlang. Segundo ele, a preocupação dos órgãos de fiscalização se dá pela alta possibilidade de contaminação dos alimentos que são comercializados no País. "É uma preocupação generalizada da sociedade o emprego exagerado de agrotóxicos nas lavouras. Isso repercute diretamente na segurança do alimento que é ingerido pelo consumidor, então o fórum é uma iniciativa muito proativa do setor primário de alertar os agricultores e transmitir conhecimento, mostrando que é possível produzir qualquer coisa de origem vegetal dentro dos padrões de segurança", afirmou Werlang.
Para o fiscal do Mapa, o apelo comercial dos agrotóxicos e a pressão por produtividade alta nas lavouras acabam levando os agricultores a, muitas vezes, extrapolarem os limites seguros para o uso de agrotóxicos. "Na minha visão, o agricultor fica sob pressão, porque já desempenha uma atividade de alto risco, e muitas vezes se deixa influenciar em cima de ofertas e pressões para o uso inadequado desses produtos. Ninguém está pregando que não se deva usar agrotóxico, pois não há como produzir no nível atual sem o emprego desses produtos. No entanto, ele tem que ser feito de acordo com a tecnologia e dentro da legislação", aponta o fiscal.
Atualmente, tanto o Ministério Público Federal (MPF) quanto o Ministério Público Estadual (MPE) tem atuado de maneira ostensiva para punir os agricultores que excedem o limite de uso de agrotóxicos nas lavouras. Ao Ministério da Agricultura, cabe a atuação em duas frentes: análise técnica residual e fiscalização dos produtos após a industrialização. "O que estamos tentando é justamente fazer esse trabalho de conscientização e de fiscalização. No tocante ao Ministério, cabe o monitoramento de resíduos e fiscalização final dos produtos que são comercializados, enquanto o monitoramento do uso desses produtos químicos diretamente no campo fica a cargo das secretarias estaduais, que têm estruturas mais bem capilarizadas nos Estados, como é o caso aqui do Rio Grande do Sul", informou José Fernando Werlang.
A Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) promoveu na manhã de ontem em Ijuí, mais uma edição do Fórum do Agronegócio. O tema central do evento, realizado no auditório da Casa do Produtor, no Parque de Exposições Wanderley Burmann, foi "Boas práticas na produção de trigo: Oportunidades e desafios para a cadeia tritícola". Com a presença de agricultores, membros de cooperativas e representantes de empresas do setor agrícola, o fórum abordou subtemas como controle de contaminantes, tecnologia de produção e manejo, além de orientações gerais e informações sobre a segregação do trigo.
Presidente da Comissão do Trigo da Farsul, Hamilton Jardim sublinhou que um dos principais objetivos do evento foi a discussão sobre o uso excessivo de agroquímicos nas lavouras de trigo. "Nos últimos dois anos, o excesso de chuva e geada fizeram com que os produtores utilizassem a técnica de dessecação para obter melhor resultado na colheita. Só que além de não aconselhado, esse método só pode ser feito com produtos recomendados, do contrário o procedimento corre o risco de deixar contaminantes no processo de manipulação do trigo", aponta Jardim.
Com o intuito de alertar os produtores sobre o manejo correto dos agroquímicos, foram convidados membros do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 
Um dos palestrantes foi o auditor fiscal federal agropecuário do Mapa no Estado, José Fernando Werlang. Segundo ele, a preocupação dos órgãos de fiscalização se dá pela alta possibilidade de contaminação dos alimentos que são comercializados no País. "É uma preocupação generalizada da sociedade o emprego exagerado de agrotóxicos nas lavouras. Isso repercute diretamente na segurança do alimento que é ingerido pelo consumidor, então o fórum é uma iniciativa muito proativa do setor primário de alertar os agricultores e transmitir conhecimento, mostrando que é possível produzir qualquer coisa de origem vegetal dentro dos padrões de segurança", afirmou Werlang.
Para o fiscal do Mapa, o apelo comercial dos agrotóxicos e a pressão por produtividade alta nas lavouras acabam levando os agricultores a, muitas vezes, extrapolarem os limites seguros para o uso de agrotóxicos. "Na minha visão, o agricultor fica sob pressão, porque já desempenha uma atividade de alto risco, e muitas vezes se deixa influenciar em cima de ofertas e pressões para o uso inadequado desses produtos. Ninguém está pregando que não se deva usar agrotóxico, pois não há como produzir no nível atual sem o emprego desses produtos. No entanto, ele tem que ser feito de acordo com a tecnologia e dentro da legislação", aponta o fiscal.
Atualmente, tanto o Ministério Público Federal (MPF) quanto o Ministério Público Estadual (MPE) tem atuado de maneira ostensiva para punir os agricultores que excedem o limite de uso de agrotóxicos nas lavouras. Ao Ministério da Agricultura, cabe a atuação em duas frentes: análise técnica residual e fiscalização dos produtos após a industrialização. "O que estamos tentando é justamente fazer esse trabalho de conscientização e de fiscalização. No tocante ao Ministério, cabe o monitoramento de resíduos e fiscalização final dos produtos que são comercializados, enquanto o monitoramento do uso desses produtos químicos diretamente no campo fica a cargo das secretarias estaduais, que têm estruturas mais bem capilarizadas nos Estados, como é o caso aqui do Rio Grande do Sul", informou José Fernando Werlang.