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App para deficientes auxilia na locomoção em espaço públicos

Com sua professora, Luciana Ramos Oliveira, exibe premiação da Mostra de Educação Profissional
Com sua professora, Luciana Ramos Oliveira, exibe premiação da Mostra de Educação Profissional
Publicada em 19/09/2016.

 

Feche os olhos. Tente se locomover pela sala (ou espaço em que você está) sem contar com a visão. Tente usar o tato e a audição. Sentir o espaço. É assim que pessoas que não têm a possibilidade de simplesmente abrir os olhos e ver o que está à sua frente se valem para andar pela casa, rua, escola e espaços públicos. 
Porém, com o auxílio da tecnologia, se locomover nesses espaços pode se tornar mais acessível. Essa é a proposta que norteia a criação do estudante do 3º ano do Técnico integrado ao Ensino Médio da Escola Estadual 25 de Julho, André Luciano Rakowski, o Guia para Deficientes Visuais. Trata-se de um aplicativo para celular (app) que obtém a localização do usuário por meio de um chip de GPS. Os pontos são gravados no aplicativo e toda vez que a pessoa passar pelo local, o celular reproduz um áudio fazendo toda a descrição do ambiente.  Segundo André, o app não necessita de conexão com a internet, não precisa de um chip de telefonia e funciona até mesmo quando não há sinal de celular. “Já fizemos testes no transporte público e no Parque de Exposições. Os deficientes tiveram facilidade em utilizar o aplicativo”, afirma.  Um diferencial do App é que cada usuário pode configurar as próprias rotas, com os pontos de referência mais conhecidos e, “com isso, ter maior facilidade na sua utilização”, ressalta o estudante. 
A ideia de criar o App surgiu ao perceber a importância de uma ferramenta que pudesse facilitar a mobilidade de deficientes visuais. “Quando vim para o 25 de Julho, percebi que os colegas deficientes visuais tinham uma grande dificuldade com a locomoção. Então, como o meu conhecimento na área de programação e a experiência no desenvolvimento de projetos, decidi usar a tecnologia para o bem da sociedade e melhorar a qualidade de vida dos deficientes visuais”, comenta André. 
O projeto foi orientado pela professora de informática Luciana Ramos Oliveira. Orgulhosa do resultado, ela considera que o reconhecimento da criação na Mostra de Educação Profissional, que aconteceu em agosto, em Santo Ângelo, é mérito da educação. “A gente entende que o nosso papel, como professor, é educar, e o dele, como aluno, é receber essa educação. Ficamos muito felizes com o resultado, porque a Escola 25 de Julho é inclusiva e essa convivência nos permitiu saber as necessidades deles”, disse. Este mês, o trabalho será apresentado na Feira Estadual de Ciência e Tecnologia da Educação Profissional, Ensino Médio Politécnico e Curso Normal (Fecitep), em Porto Alegre, com grandes chances de ser novamente premiado.

Feche os olhos. Tente se locomover pela sala (ou espaço em que você está) sem contar com a visão. Tente usar o tato e a audição. Sentir o espaço. É assim que pessoas que não têm a possibilidade de simplesmente abrir os olhos e ver o que está à sua frente se valem para andar pela casa, rua, escola e espaços públicos. 

Porém, com o auxílio da tecnologia, se locomover nesses espaços pode se tornar mais acessível. Essa é a proposta que norteia a criação do estudante do 3º ano do Técnico integrado ao Ensino Médio da Escola Estadual 25 de Julho, André Luciano Rakowski, o Guia para Deficientes Visuais. Trata-se de um aplicativo para celular (app) que obtém a localização do usuário por meio de um chip de GPS. Os pontos são gravados no aplicativo e toda vez que a pessoa passar pelo local, o celular reproduz um áudio fazendo toda a descrição do ambiente.  Segundo André, o app não necessita de conexão com a internet, não precisa de um chip de telefonia e funciona até mesmo quando não há sinal de celular. “Já fizemos testes no transporte público e no Parque de Exposições. Os deficientes tiveram facilidade em utilizar o aplicativo”, afirma.  Um diferencial do App é que cada usuário pode configurar as próprias rotas, com os pontos de referência mais conhecidos e, “com isso, ter maior facilidade na sua utilização”, ressalta o estudante. 

A ideia de criar o App surgiu ao perceber a importância de uma ferramenta que pudesse facilitar a mobilidade de deficientes visuais. “Quando vim para o 25 de Julho, percebi que os colegas deficientes visuais tinham uma grande dificuldade com a locomoção. Então, como o meu conhecimento na área de programação e a experiência no desenvolvimento de projetos, decidi usar a tecnologia para o bem da sociedade e melhorar a qualidade de vida dos deficientes visuais”, comenta André. 

O projeto foi orientado pela professora de informática Luciana Ramos Oliveira. Orgulhosa do resultado, ela considera que o reconhecimento da criação na Mostra de Educação Profissional, que aconteceu em agosto, em Santo Ângelo, é mérito da educação. “A gente entende que o nosso papel, como professor, é educar, e o dele, como aluno, é receber essa educação. Ficamos muito felizes com o resultado, porque a Escola 25 de Julho é inclusiva e essa convivência nos permitiu saber as necessidades deles”, disse. Este mês, o trabalho será apresentado na Feira Estadual de Ciência e Tecnologia da Educação Profissional, Ensino Médio Politécnico e Curso Normal (Fecitep), em Porto Alegre, com grandes chances de ser novamente premiado.