\\ JORNAL DA MANHÃ \ COLUNISTA \ Marcelo Blume

É preciso ter alguém superior!

Publicada em 02/09/2016.

 

A realização de qualquer negócio só é possível com outras pessoas, obviamente, mas há anos tenho observado o quanto me marcou uma frase do mega investidor Warren Buffet, conhecido por ser um homem rico, do bem e extremamente simples, quando diz: “Não é possível fazer um bom negócio com uma pessoa ruim!”
Assim como é muito difícil ter uma boa aula com um mau professor, uma boa palestra com um mau palestrante, um bom tratamento com um médico ruim, uma boa gestão com um mau gestor, é muito difícil separar a pessoa do profissional. Mesmo que por vezes fosse preciso, ou até desejável, mesmo que alguns façam bons discursos e bons textos para nos convencer, separar a pessoa do profissional dentro dela, não é razoável, nem inteligente. A ciência mostra que os casos de dupla personalidade são relativamente raros, então, para todos os demais, primeiro vem a pessoa, depois o profissional que é uma das atividades desta mesma pessoa.
Apenas alguns traços da pessoa como a forma de falar e se vestir são mudadas no ambiente e no horário de trabalho, pois a forma de pensar, de ver o mundo, suas crenças, seus valores, princípios, prioridades não poderiam mudar somente durante 8 das 24h do dia, nem em 5 dos seus 7 dias da semana.
Há alguns anos li uma história contada por Stephen Kanitz que me fez colocar uma Bíblia no painel do meu carro, para ser lida nas minhas constantes viagens e outra no meu escritório. O escritor relatou ter sentado no avião ao lado de um homem de terno, com jeito de executivo, lendo a Bíblia. A cena incomum o fez pensar que fosse um bispo empresário de uma nova igreja e procurou se apresentar. Na realidade tratava-se do vice-presidente de uma empresa subsidiária do grupo Alcoa. Ao se apresentar perguntou sobre a leitura bíblica, ao que o executivo respondeu: "Como líder de uma grande empresa eu tenho muita influência e poder sobre a vida de milhares de pessoas. Se eu não tomar cuidado, este poder pode gerar arrogância, “subir à cabeça”, como dizem popularmente, o que causaria muita infelicidade. Por isto, considero importante ir à Igreja e ler a Bíblia, para relembrar seguidamente que sempre existe alguém mais poderoso e muito mais sábio do que eu."
Já havia ouvido muitas razões para ler a bíblia, orar e ir à Igreja, mas esta me parece uma ideia relativamente nova, também por que neste espaço nem sempre os empresários, os líderes de instituições, são bem lembrados, mas sobretudo por que é preciso lembrar de Deus não somente para pedir perdão ou para pedir ajuda, mas também para lembrar àqueles que comandam, que tem poder, de ter o bom senso de “baixar a bola”, percebendo o quão limitados são seus poderes, para fazerem semanalmente alguns atos de humildade, como todos os que convivem e trabalham ao seu lado.
Muitos daqueles que tem o poder em nossas organizações sejam publicas ou privadas, esquecem ao definir seus atos, que existe algo superior à história, que não vai à Igreja mostrar humildade, nem “jogar um balde de água fria” na sua eventual arrogância. Boa parte da universidade, da mídia, dos líderes de determinados movimentos, d os políticos e muitos intelectuais passaram a acreditar, a discursar e a fazer com que cada vez mais gente pense que não há ninguém superior a eles, que eles sabem tudo, que farão o que quiserem das instituições que dominam, sem ter que prestar contas a mais ninguém.

A realização de qualquer negócio só é possível com outras pessoas, obviamente, mas há anos tenho observado o quanto me marcou uma frase do mega investidor Warren Buffet, conhecido por ser um homem rico, do bem e extremamente simples, quando diz: “Não é possível fazer um bom negócio com uma pessoa ruim!”

Assim como é muito difícil ter uma boa aula com um mau professor, uma boa palestra com um mau palestrante, um bom tratamento com um médico ruim, uma boa gestão com um mau gestor, é muito difícil separar a pessoa do profissional. Mesmo que por vezes fosse preciso, ou até desejável, mesmo que alguns façam bons discursos e bons textos para nos convencer, separar a pessoa do profissional dentro dela, não é razoável, nem inteligente. A ciência mostra que os casos de dupla personalidade são relativamente raros, então, para todos os demais, primeiro vem a pessoa, depois o profissional que é uma das atividades desta mesma pessoa.

Apenas alguns traços da pessoa como a forma de falar e se vestir são mudadas no ambiente e no horário de trabalho, pois a forma de pensar, de ver o mundo, suas crenças, seus valores, princípios, prioridades não poderiam mudar somente durante 8 das 24h do dia, nem em 5 dos seus 7 dias da semana.

Há alguns anos li uma história contada por Stephen Kanitz que me fez colocar uma Bíblia no painel do meu carro, para ser lida nas minhas constantes viagens e outra no meu escritório. O escritor relatou ter sentado no avião ao lado de um homem de terno, com jeito de executivo, lendo a Bíblia. A cena incomum o fez pensar que fosse um bispo empresário de uma nova igreja e procurou se apresentar. Na realidade tratava-se do vice-presidente de uma empresa subsidiária do grupo Alcoa. Ao se apresentar perguntou sobre a leitura bíblica, ao que o executivo respondeu: "Como líder de uma grande empresa eu tenho muita influência e poder sobre a vida de milhares de pessoas. Se eu não tomar cuidado, este poder pode gerar arrogância, “subir à cabeça”, como dizem popularmente, o que causaria muita infelicidade. Por isto, considero importante ir à Igreja e ler a Bíblia, para relembrar seguidamente que sempre existe alguém mais poderoso e muito mais sábio do que eu."

Já havia ouvido muitas razões para ler a bíblia, orar e ir à Igreja, mas esta me parece uma ideia relativamente nova, também por que neste espaço nem sempre os empresários, os líderes de instituições, são bem lembrados, mas sobretudo por que é preciso lembrar de Deus não somente para pedir perdão ou para pedir ajuda, mas também para lembrar àqueles que comandam, que tem poder, de ter o bom senso de “baixar a bola”, percebendo o quão limitados são seus poderes, para fazerem semanalmente alguns atos de humildade, como todos os que convivem e trabalham ao seu lado.

Muitos daqueles que tem o poder em nossas organizações sejam publicas ou privadas, esquecem ao definir seus atos, que existe algo superior à história, que não vai à Igreja mostrar humildade, nem “jogar um balde de água fria” na sua eventual arrogância. Boa parte da universidade, da mídia, dos líderes de determinados movimentos, d os políticos e muitos intelectuais passaram a acreditar, a discursar e a fazer com que cada vez mais gente pense que não há ninguém superior a eles, que eles sabem tudo, que farão o que quiserem das instituições que dominam, sem ter que prestar contas a mais ninguém.