\\ JORNAL DA MANHÃ \ COLUNISTA \ Renato Marsiglia

Inter perto da tragédia

Publicada em 09/08/2016.

 

INTER PERTO DA TRAGÉDIA
Quando torcedores, jogadores e dirigentes saem aliviados do Beira-Rio por escapar de perder para o Fluminense, mesmo ficando a dois pontos da linha do rebaixamento e de ter vencido três pontos em trinta e três disputados, é porque o nível de exigência alcançou um ponto absurdamente ridículo. Time grande quando despenca, é muito mais difícil de segurar do que um time pequeno, visto que as pressões são enormes. O Inter vem em queda livre, e reverter esta situação não será tão simples.  O argumento de que falta um turno inteiro não se sustenta, pois todos os clubes têm este turno inteiro para jogar e ninguém perde tanto quanto o Internacional.
FALCÃO x CELSO ROTH
A queda de Falcão depois de 26 dias no comando do time colorado mostra o despreparo da atual direção. Montaram um "Gabinete de Crise", com a provável volta de Fernando Carvalho e do executivo Newton Drumond para contratar Celso Roth. Vitório Píffero e a atual direção "jogaram a toalha" e assinaram o atestado definitivo de incompetência. Roth, por sua vez, terá que ser mágico para fazer este time funcionar. O objetivo a partir de agora é simplesmente lutar para não cair.
BRASIL: FALTA 
COMPROMETIMENTO
É simplismo creditar os problemas das Seleções Brasileiras (titular e olímpica) a questões políticas e corrupção dentro da CBF. A Seleção principal está em sexto lugar nas Eliminatórias, foi eliminada na fase de grupos da Copa América e o time olímpico não consegue vencer África do Sul e, pasmem, o Iraque. É um 7 x 1 permanente. Temos um grupo de jogadores mimados, ricos e sem nenhum comprometimento com nosso futebol. Como se diz nos bastidores do futebol, "não abraçam a causa".
JOGOS OLÍMPICOS
Iniciarei falando sobre a maravilhosa festa de abertura no Maracanã que emocionou a todos. Simples, criativa, sem pirotecnia e de grande sensibilidade. Ficamos todos orgulhosos. Quando deixam o brasileiro trabalhar a seu jeito, sem a interferência do Estado, as coisas andam. Pena que na vida do país as coisas não funcionam assim. Estive no Rio de Janeiro no final de semana e verifiquei o "astral" da cidade. Milhares de pessoas de todos os lugares do mundo nas ruas, num congraçamento que somente os Jogos Olímpicos proporcionam. Sempre fui contra o Brasil sediar estes megaeventos (e continuo sendo) pelos bilhões gastos e a roubalheira inevitável. Mas já que estamos sediando, que seja feito com competência.

Quando torcedores, jogadores e dirigentes saem aliviados do Beira-Rio por escapar de perder para o Fluminense, mesmo ficando a dois pontos da linha do rebaixamento e de ter vencido três pontos em trinta e três disputados, é porque o nível de exigência alcançou um ponto absurdamente ridículo. Time grande quando despenca, é muito mais difícil de segurar do que um time pequeno, visto que as pressões são enormes. O Inter vem em queda livre, e reverter esta situação não será tão simples.  O argumento de que falta um turno inteiro não se sustenta, pois todos os clubes têm este turno inteiro para jogar e ninguém perde tanto quanto o Internacional.

FALCÃO x CELSO ROTH

A queda de Falcão depois de 26 dias no comando do time colorado mostra o despreparo da atual direção. Montaram um "Gabinete de Crise", com a provável volta de Fernando Carvalho e do executivo Newton Drumond para contratar Celso Roth. Vitório Píffero e a atual direção "jogaram a toalha" e assinaram o atestado definitivo de incompetência. Roth, por sua vez, terá que ser mágico para fazer este time funcionar. O objetivo a partir de agora é simplesmente lutar para não cair.

BRASIL: FALTA 

COMPROMETIMENTO

É simplismo creditar os problemas das Seleções Brasileiras (titular e olímpica) a questões políticas e corrupção dentro da CBF. A Seleção principal está em sexto lugar nas Eliminatórias, foi eliminada na fase de grupos da Copa América e o time olímpico não consegue vencer África do Sul e, pasmem, o Iraque. É um 7 x 1 permanente. Temos um grupo de jogadores mimados, ricos e sem nenhum comprometimento com nosso futebol. Como se diz nos bastidores do futebol, "não abraçam a causa".

JOGOS OLÍMPICOS

Iniciarei falando sobre a maravilhosa festa de abertura no Maracanã que emocionou a todos. Simples, criativa, sem pirotecnia e de grande sensibilidade. Ficamos todos orgulhosos. Quando deixam o brasileiro trabalhar a seu jeito, sem a interferência do Estado, as coisas andam. Pena que na vida do país as coisas não funcionam assim. Estive no Rio de Janeiro no final de semana e verifiquei o "astral" da cidade. Milhares de pessoas de todos os lugares do mundo nas ruas, num congraçamento que somente os Jogos Olímpicos proporcionam. Sempre fui contra o Brasil sediar estes megaeventos (e continuo sendo) pelos bilhões gastos e a roubalheira inevitável. Mas já que estamos sediando, que seja feito com competência.