\\ JORNAL DA MANHÃ \ COLUNISTA \ Marcelo Blume

Precisamos construir marcas fortes

Publicada em 18/07/2016.

 

Se de um lado o câmbio volta a favorecer as exportações brasileiras e burocracia para exportar reduziu um pouco, por outro os produtos brasileiros presentes na pauta de exportações têm baixa agregação de valor, o que resulta numa das maiores dificuldades para que a balança comercial penda a favor da economia brasileira. Há muito tempo que se sabe que para superar os produtos industrializados chineses, por exemplo.
Muitas empresas já estão fazendo a “lição de casa”, mas muitas mais precisam fortalecer suas marcas, produzindo produtos mais desejados com maior valor percebido. Nossas empresas precisam promover os valores de sua produção que respeita as pessoas e o meio ambiente, dentre outras ações de agregação de valor à marca, que as empresas chinesas e outras que distribuem produtos que competem com preços mais baixos no mundo todo, não fazem. Toda e qualquer tentativa de empresas brasileiras regionais ou nacionais de virarem o jogo em relação ao mercado interno e externo precisa ser na linha da agregação de valor, fortalecendo suas marcas, pois buscar vantagem competitiva em custo é algo que não pertence a grande maioria dos setores de atividade, considerando em especial o chamado custo brasil. 
Certamente há mais custo inicial, mas o fortalecimento das marcas é a única chance de melhorar as posições brasileiras tanto no mercado interno, quanto nas exportações. Milhares de micro e pequenas empresas brasileiras têm oportunidade para exportar, a exemplo do que ocorre em Países com melhor relação na balança comercial. Isso reduziria a longo prazo a imagem do Brasil como País exportador de commodities e passaria a criar uma imagem de país exportador de produtos de maior qualidade.
Quem estuda estratégias mercadológicas tem feito “coro” ao alertar os empresários brasileiros para a necessidade de inovação e qualificação de suas atividades, tanto no mercado interno quanto externo. As empresas brasileiras, independente do tamanho e do setor de atividade, podem ter produtos para competir internamente com os produtos importados que a cada ano chegam em maior volume no Brasil, vindo de diferentes países, assim como é sabido que podem competir no mercado internacional de igual para igual com produtos manufaturados de valor agregado. 
Quem vem se sentindo pressionado a reduzir as suas margens há tempos e já tem dificuldades de seguir neste ritmo, pode estar na pior posição competitiva de seu mercado. As empresas que não querem ou não podem mais ficar disputando preço até comprometer o negócio, precisam alterar a estratégia para não arriscar mais o futuro dos seus negócios. É preciso um mix de produtos que seja visto como melhores que a média, onde a marca e a apresentação sejam componentes que deem confiança e credibilidade para que os clientes decidam pagar mais. No mercado, não basta ser, é preciso também parecer melhor. Construir marcas fortes, bem vistas, confiáveis e bem relacionadas com os seus públicos, é o caminho do sucesso e a saída para quem não quer arriscar tudo o que já fez, reduzindo preços a cada nova negociação, ou tentando enfrentar de forma inglória importados de diferentes origens. 
Desejando inovação e ótimos negócios, um abraço e até a próxima! 

Se de um lado o câmbio volta a favorecer as exportações brasileiras e burocracia para exportar reduziu um pouco, por outro os produtos brasileiros presentes na pauta de exportações têm baixa agregação de valor, o que resulta numa das maiores dificuldades para que a balança comercial penda a favor da economia brasileira. Há muito tempo que se sabe que para superar os produtos industrializados chineses, por exemplo.

Muitas empresas já estão fazendo a “lição de casa”, mas muitas mais precisam fortalecer suas marcas, produzindo produtos mais desejados com maior valor percebido. Nossas empresas precisam promover os valores de sua produção que respeita as pessoas e o meio ambiente, dentre outras ações de agregação de valor à marca, que as empresas chinesas e outras que distribuem produtos que competem com preços mais baixos no mundo todo, não fazem. Toda e qualquer tentativa de empresas brasileiras regionais ou nacionais de virarem o jogo em relação ao mercado interno e externo precisa ser na linha da agregação de valor, fortalecendo suas marcas, pois buscar vantagem competitiva em custo é algo que não pertence a grande maioria dos setores de atividade, considerando em especial o chamado custo brasil. 

Certamente há mais custo inicial, mas o fortalecimento das marcas é a única chance de melhorar as posições brasileiras tanto no mercado interno, quanto nas exportações. Milhares de micro e pequenas empresas brasileiras têm oportunidade para exportar, a exemplo do que ocorre em Países com melhor relação na balança comercial. Isso reduziria a longo prazo a imagem do Brasil como País exportador de commodities e passaria a criar uma imagem de país exportador de produtos de maior qualidade.

Quem estuda estratégias mercadológicas tem feito “coro” ao alertar os empresários brasileiros para a necessidade de inovação e qualificação de suas atividades, tanto no mercado interno quanto externo. As empresas brasileiras, independente do tamanho e do setor de atividade, podem ter produtos para competir internamente com os produtos importados que a cada ano chegam em maior volume no Brasil, vindo de diferentes países, assim como é sabido que podem competir no mercado internacional de igual para igual com produtos manufaturados de valor agregado. 

Quem vem se sentindo pressionado a reduzir as suas margens há tempos e já tem dificuldades de seguir neste ritmo, pode estar na pior posição competitiva de seu mercado. As empresas que não querem ou não podem mais ficar disputando preço até comprometer o negócio, precisam alterar a estratégia para não arriscar mais o futuro dos seus negócios. É preciso um mix de produtos que seja visto como melhores que a média, onde a marca e a apresentação sejam componentes que deem confiança e credibilidade para que os clientes decidam pagar mais. No mercado, não basta ser, é preciso também parecer melhor. Construir marcas fortes, bem vistas, confiáveis e bem relacionadas com os seus públicos, é o caminho do sucesso e a saída para quem não quer arriscar tudo o que já fez, reduzindo preços a cada nova negociação, ou tentando enfrentar de forma inglória importados de diferentes origens. 

Desejando inovação e ótimos negócios, um abraço e até a próxima!