\\ JORNAL DA MANHÃ \ COLUNISTA \ David dos Santos

Em quem podemos confiar

Publicada em 12/07/2016.

 

O que podemos esperar de um Congresso Nacional com praticamente todos seus parlamentares com o rabo preso, um já está na cadeia, outros denunciados, outros afastados para responderem por seus mal feitos, provavelmente no decorrer de tantas averiguações, mais alguns terão que se afastar, ou responderão civil e criminalmente por seus erros.
E nesse contexto, ficamos nós, povo brasileiro, a mercê desse Congresso enlameado, aprovando reformas e ajustes contra o atraso, justamente eles que desejam o atraso, tão propício a roubalheiras, desvios e conchavos.
A consciência do desastre é grande, mas ninguém sabe o que colocar no lugar da miséria política e financeira que está aí. Como delinear um plano político onde a política se desintegrou. Como referi antes, todos estão implicados de algum modo.  Nunca existiu vida sem o Caixa 2. Esse método já é considerado normal. 
Vivemos de expectativas e desencantos, não há inocentes para ocupar cargos públicos, hoje nomeia, amanhã aparece uma podridão e o indivíduo é afastado. 
Mas cadê a Ficha Limpa?
Já é uma catástrofe, até queremos não ver, mas a evidencia é perturbadora. Nosso país está danificado econômica, política e socialmente. 
E isto nos afeta sim, dentro da menor cédula política, que são os municípios, que estão sem verbas para pagar os funcionários públicos, os hospitais sem remédios, as rodovias esburacadas, a alternância das profissões em greves, a violência crescendo, a polícia sem recursos humanos e de infraestrutura.
A atual situação econômica do Brasil é tecnicamente de estagnação. A crise econômica de 2016 não é mais apenas uma hipótese e consta como fato em toda pauta de reunião de empresários do país e também fora dele. Acreditar em mais uma história sobre marolas, é negar a realidade econômica do país e abrir a porta para o fracasso.
Os motivos que levaram a atual situação econômica do Brasil são muitos, mas alguns deles merecem um destaque especial. O primeiro deles é a total falta de investimentos em infraestrutura, que tem levado o país a perder competitividade tanto no ambiente interno quanto externo. A explicação para esse caos está na questão estratégica.
O segundo grande motivo de termos chegado ao ponto em que chegamos foi a total falta de planejamento estratégico de longo prazo para nossa economia.
Outros motivos, não menos importantes, também contribuíram para essa crise nacional, desde a submissão da política econômica à política partidária, como também a falta de credibilidade, com escândalos que se sucedem, a impunidade ou a falta de leis mais duras, sem leniências.
Enquanto a agricultura, indústria e serviço davam seu sangue para atingir patamares de produtividade e competitividade, o governo falhava no planejamento estratégico, infraestrutura e política fiscal.
O ajuste fiscal é inevitável para provocarmos uma reversão da atual situação econômica do Brasil, pois o uso de artifícios cínicos como a chamada contabilidade criativa das contas públicas não dará condições para que o Brasil volte a crescer, pelo contrário, jogará mais para frente uma crise maior.

O que podemos esperar de um Congresso Nacional com praticamente todos seus parlamentares com o rabo preso, um já está na cadeia, outros denunciados, outros afastados para responderem por seus mal feitos, provavelmente no decorrer de tantas averiguações, mais alguns terão que se afastar, ou responderão civil e criminalmente por seus erros.

E nesse contexto, ficamos nós, povo brasileiro, a mercê desse Congresso enlameado, aprovando reformas e ajustes contra o atraso, justamente eles que desejam o atraso, tão propício a roubalheiras, desvios e conchavos.

A consciência do desastre é grande, mas ninguém sabe o que colocar no lugar da miséria política e financeira que está aí. Como delinear um plano político onde a política se desintegrou. Como referi antes, todos estão implicados de algum modo.  Nunca existiu vida sem o Caixa 2. Esse método já é considerado normal. 

Vivemos de expectativas e desencantos, não há inocentes para ocupar cargos públicos, hoje nomeia, amanhã aparece uma podridão e o indivíduo é afastado. 

Mas cadê a Ficha Limpa?

Já é uma catástrofe, até queremos não ver, mas a evidencia é perturbadora. Nosso país está danificado econômica, política e socialmente. 

E isto nos afeta sim, dentro da menor cédula política, que são os municípios, que estão sem verbas para pagar os funcionários públicos, os hospitais sem remédios, as rodovias esburacadas, a alternância das profissões em greves, a violência crescendo, a polícia sem recursos humanos e de infraestrutura.

A atual situação econômica do Brasil é tecnicamente de estagnação. A crise econômica de 2016 não é mais apenas uma hipótese e consta como fato em toda pauta de reunião de empresários do país e também fora dele. Acreditar em mais uma história sobre marolas, é negar a realidade econômica do país e abrir a porta para o fracasso.

Os motivos que levaram a atual situação econômica do Brasil são muitos, mas alguns deles merecem um destaque especial. O primeiro deles é a total falta de investimentos em infraestrutura, que tem levado o país a perder competitividade tanto no ambiente interno quanto externo. A explicação para esse caos está na questão estratégica.

O segundo grande motivo de termos chegado ao ponto em que chegamos foi a total falta de planejamento estratégico de longo prazo para nossa economia.

Outros motivos, não menos importantes, também contribuíram para essa crise nacional, desde a submissão da política econômica à política partidária, como também a falta de credibilidade, com escândalos que se sucedem, a impunidade ou a falta de leis mais duras, sem leniências.

Enquanto a agricultura, indústria e serviço davam seu sangue para atingir patamares de produtividade e competitividade, o governo falhava no planejamento estratégico, infraestrutura e política fiscal.

O ajuste fiscal é inevitável para provocarmos uma reversão da atual situação econômica do Brasil, pois o uso de artifícios cínicos como a chamada contabilidade criativa das contas públicas não dará condições para que o Brasil volte a crescer, pelo contrário, jogará mais para frente uma crise maior.